Trinta e três

Cheguei aos 33 anos e resolvi me dar de presente esse post, já me precavendo quanto ao vazio de não ter a homenagem anual da minha mãe. Ela sempre se antecipava, talvez por querer ser sempre a primeira a me parabenizar. Acho curioso porque mesmo que não me dissesse nada (coisa que nunca aconteceu), ela tinha o posto eterno de primeira parabenizadora. =)
Meu aniversário, por mais que de maneira simples, sempre era celebrado. Tínhamos aqueles bolos que ela costumava decorar com as frutas que tínhamos em casa ou nos anos mais abastados, comprava um bolo de alguma amiga da igreja.
No meu primeiro aniversário longe dela, quando nos mudamos pra Irlanda em 2013, fiquei bem emotiva e percebi que meu aniversário não era uma data somente minha, como costumava pensar, mas sim nossa, o mundo deixou de ser “Neomacêntrico”…rs

Mais um ano de vida, mais um ciclo encerrado e outro iniciado.
Quero pra Isabel que ela sempre tenha recordações felizes de seu aniversário, assim como eu tive (e imagino que esse seja o desejo de toda mãe…rs). Nada exuberante ou majestoso, sem grandes presentes ou super festas. Mas um dia feliz, perto de gente que a ama e com alguma coisa doce pra comer, porque nem só de pão vive o homem hehehe

Falando em Isabel, nesse ano, não fizemos uma festinha picnic como ano passado, além das restrições pelo COVID, tínhamos acabado de mudar de casa e nem mesmo luz tínhamos…rs Foram dias de aventura e inovação, com lanternas na cabeça, banhos gelados e comidas preparadas em fogão de acampamento.
Ao menos o segundo ano da gordinha foi um dia feliz, de muito amor, doçura e novidades. Ainda sobre a pequena, as novidades são tantas que nem mais consigo sumarizar! Ela repete tudo o que falo e muitos dos gestos também, me acabo de rir, e algumas vezes me acabo de rir por dentro porque isso de educar mantendo uma postura firme pra ser respeitada é um baita desafio…rs Ela vive dizendo seu próprio nome, e o diz com sotaque espanhol “I – ça – bél”, também adora contar ainda que atrapalhadamente, gira e pula o dia inteiro, canta horrores principalmente na hora de dormir, a música do momento é “cai cai bãão aqui na mão cai não cai na ua do babãããão”. Tudo ela quer saber o nome “Quiisso?”, já tem bastante noção do que é altamente proibido “ese no póde” e alguma noção do que pode de vez em quando “ese póde, si?” No geral, ela continua uma menina muito boazinha, atenta, comunicativa, meiga, simpática, sorridente e algumas vezes escandalosa, só pra não dizer que sou muito babona hahaha Tem dormido bem mas ainda acorda de vez em quando de madrugada, sorte que volta a dormir rapidinho de volta.

Bom, mudamos de casa porque percebemos que a vida na cidade não mais atendia nossas demandas e o pós quarentena nos fez rever nossas prioridades. Agora vivemos em um pueblo, tipo interiorzão, fica meia hora de Valencia de carro e mesmo com todos os perrengues de casa nova, todos os dias agradeço a Deus pela vida aqui. Das janelas de casa vejo montanhas, passarinhos, pés de laranja e abacate, um castelo e o mar, uma paisagem de tirar o fôlego. No começo da rua tem uma igrejinha linda, do século XVII, onde fomos muito bem recebidos. Aqui as pessoas cumprimentam quando estamos passando na rua, tem bastante espaço pra atividades outdoor (trilha, playground, bicicleta, correr, etc.), a arquitetura conta muita história e a paz e tranquilidade reinam. Isabel e eu não poderíamos ter ganhado um presente melhor de aniversário =)
Pra não dizer que tudo foram flores, no dia seguinte do aniversário da neném, o Di começou a passar mal e fomos parar no hospital. Fazendo de uma história longa, curta, ele estava com uma úlcera que estourou e ficou alguns dias internado. Graças a Deus o atendimento médico foi ótimo e ele já está novinho em folha. O susto foi bem grande, enorme e serviu mais uma vez como um recordatório de como nossa vida é sensível e num piscar de olhos, tudo pode mudar brutalmente. Graças a Deus também temos muitos anjos nessa vida que nos ajudaram nesse momento tenso! ♥

Agora temos luz, os banhos quentes são muito valorizados e apreciados, o forno funciona e pasmem, temos internet! =D A vida é boa! Enquanto escrevo esse post, tá uma super chuva lá fora, o que me possibilita uma trilha sonora natural bem relaxante do barulho da água e do vento uivando. Encerro o post já agradecendo a todas as felicitações que receberei e dizendo que minhas mídias sociais estão bem abandonadas, principalmente o Facebook, então me desculpo por qualquer possível desatenção que tenha permitido.
Bjo e tchau!

Trilha sonora do post:
Jimmy Cliff – I can see clearly now
https://www.youtube.com/watch?v=MrHxhQPOO2c

Agosto 2020

Ontem foi aniversário do Raul e lembro das aventuras do dia em que ele nasceu há oito anos, eu e o Di de carro no dia do rodízio pelo centro-sul de São Paulo tentando encontrar a maternidade. Meu primeiro sobrinho menino e a família toda estava muito ansiosa por sua chegada.
Seis meses depois do nascimento dele estávamos de partida para Irlanda e guardei com muito carinho a última cena em que o vi, todo gordinho sentado no sofá da casa da vó dele. No começo eu sofria muito pela distância dos meus pequenininhos mas por vezes ouvi: ” você acha que amor de tia é insuperável porque você ainda não é mãe”, hoje entendo. Amor de tia é imenso mas o amor de mãe é imbatível. Não tem nem como comparar, talvez as responsabilidades entre as diferentes funções também influenciam no abismo que distancia um sentimento do outro.
Minha mãe sempre foi louca por todos os netos, mas com o Raul, talvez por ser o caçula que estava perto, tinha uma chamego imenso. Ele também era bem apegado à ela e imagino que a dor da perda não deve estar sendo nada fácil de lidar. Se até mesmo a Isabel sentiu a perda da vovó, imagino os outros que já entendem melhor.
Nesse último mês Isabel chamou muitas vezes a vovó, antes eu dizia que ela estava dodói no hospital e que tínhamos que rezar muito por ela e depois de sua morte, passei a dizer que foi pro céu. Hoje quando ela vê alguma foto ou vídeo da vovó ela aponta pro céu.
Todo canto da casa me faz lembrar da mamily, quando estou lavando louça olho pela janela da cozinha e lembro de ficar observando o que ela fazia no quarto dela (que hoje é o quarto da Isabel), quando estou estendendo roupa, lembro que ela me dizia pra dar uma esticadinha antes que depois de seca pareceria passada, quando estou no sofá lembro das inúmeras sonecas que ela tirava com a boca aberta. Quase tudo que eu faço me trás lembranças dela, seja pelo tempo que passou aqui ou alguma outra situação em que estávamos juntas. Ontem enquanto estava no mercado vi uma garrafa de água de coco e lembrei de uma vez no calçadão de Osasco num dia super quente que tomamos água de coco, o carinho dela ter comprado sem que eu tivesse pedido, assim como foi a vida toda. Me dava presentes que eu achava que nunca precisaria mas que uso até hoje.
Esses dias eu tava parecendo a Holly do ” PS I love you” ligando pra caixa postal do Gerry, só pra ficar ouvindo a voz dele, mas como tenho a tecnologia ao meu lado, uso o WhatsApp pra acessar as muitas mensagens, fotos e áudios que trocávamos todos os dias. Terei lembranças por muito tempo e por mais que machuque algumas vezes pela saudade, sou grata por ter a presença dela constante.
Ainda nisso de ficar lendo as conversas antigas, acabei achando o que escrevi num aniversário dela em que estávamos no Brasil, eu dizia o seguinte:
” Mamily, criei uma lista imaginária de presentes que gostaria de te dar hoje, ou na próxima data comemorativa. A lista humildona começa com um escorredor de louças de dois andares de aço inoxidável, o segundo item seria um aspirador de pó e o terceiro, uma panela de pressão dessas modernas q fecham por fora. Tb criei uma lista requintada, onde consta uma viagem com tudo pago pra Valencia e algumas outras viagens pra q pudesse ver um pouquinho do mundo lá fora. Já no auge da minha ambição, tenho uma terceira lista, q dinheiro nenhum compraria: gostaria de te dar a eternidade, mas nesse sentido q me refiro, está longe do meu alcance. Em um dia inteiro só eu e a senhora, aprendi mais lições da vida do q em um ano de mestrado, e darei meu melhor pra guardar na memória tanta riqueza. A senhora é a maior demonstração de q a humildade é uma das maiores virtudes q o ser humano pode ter, e eu, arrogante e prepotente, agora vejo que os defeitos que tanto enxergava na senhora, eram somente um reflexo dos meus próprios. Nesses seus 58 anos eu te desejo uma vida muito longa, e q possamos nos espelhar no seu exemplo de pessoa, mulher, mãe e amiga. Que a sua presença sempre nos lembre do q somos feitos, de onde viemos e indique pra onde devemos ir. E depois de 30 anos me abençoando, hoje eu peço que Deus te abençoe ainda mais. 💜”
Quando escrevi essa mensagem eu já tinha um desejo muito forte de ser mãe e mal sabia que em duas semanas minha gordinha seria concebida. Nesses dois anos e meio minha vida mudou tanto, eu mudei tanto e minha mãe foi peça fundamental nessa mudança, seja por sua presença como por seus ensinamentos. Como se tudo que ela tivesse me ensinado um dia, não por palavras, mas por exemplo, finalmente tivesse sido captado.

Recebi tantas mensagens nesses últimos 20 dias, cada pessoa, da sua maneira, me deu um imenso suporte, muito carinho e amor. Queria ter agradecido da mesma maneira, mas algumas vezes só pude responder com um coração ou com um obrigada, por já me faltarem palavras. Ainda estou em uma turbulência muito grande de pensamentos e lembranças, isso acaba desfalcando ainda mais minha atenção, mas estou em paz. Mais uma vez, digo que a maturidade da idade faz toda diferença pra lidarmos com o luto. Também fiquei muito tocada pela quantidade de ombros amigos que se ofereceram pra me ouvir, mas eu nem mesmo saberia o que falar. Pensamentos aleatórios de lembranças aleatórias em situações aleatórias…

Agosto geralmente é um mês muito difícil aqui na Espanha porque é o pico do verão, calorzão vem com os dois pés na pressão te impossibilitando de sair de casa, o que torna tudo ainda mais introspectivo. Ano passado tínhamos planos de viajar pra um lugar frio nessa época mas a vida mudou e os planos tiveram de ser reajustados. Mas tá bão! A vida continua linda, digna de ser comemorada a cada instante, ainda mais que sabemos o quanto ela é curta e passa tão rápido! Bóra lá que só faltam 29 dias pra terminar o mês :p
Bjo, tchau!

Trilha sonora:
Rebel in me – Jimmy Cliff
https://www.youtube.com/watch?v=YhDMO5-L7Hs


Mamily

Ah dona Francisca, quem um dia estaria preparado pra te dizer adeus? Sempre tão presente, em cada canto que olho vem uma lembrança que me faz sorrir. Queria estar escrevendo uma dedicatória de amor, somente por ter a mãe mais querida da história e saber que a senhora me responderia como sempre, com mil emoticons e letras repetidas de empolgação…
Quando o pai faleceu, foi tão repentino que não tivemos tempo de pensar em possibilidades, reflexões, nem nada, fora que éramos tão imaturos que tudo passou da forma mais atropelada possível. Sorte que te tínhamos ao nosso lado e juntos aprendemos a tocar a vida sem ele. Agora com a senhora, ao longo dessas duas semanas de internação, tivemos tempo de aos poucos aceitar a idéia de que talvez não mais te teríamos aqui, nessa vida, conosco. E a nossa sorte da vez, foi ter nossos pares ao nosso lado.
Deus, que de tudo sabe e é sempre bom, nos preparou suavemente pra sua partida.
Sua hora chegou e sei o quanto desejava se juntar aos seus. E não digo isso sugerindo nenhuma idéia suicida ou dark, mas de quanto a senhora sentia saudades de todos que já partiram. Ainda mais depois daquele sonho de onde sua morte seria aos 50 anos! Ganhamos 10 anos de bônus, e agradeço a Deus por cada dia desse tempo. Foi justamente durante esses anos que eu me reencontrei e voltei a prestar atenção na vida, valorizar o que deveria ser valorizado. Nesses últimos dois anos, via que a senhora se transformava na vó Maria, enquanto eu me transformava na senhora e a Isabel se transformava em mim. Um ciclo da vida perfeito, que eu de outrora jamais teria imaginado, talvez teria até zombado.
Nesse momento, penso em não dar asas ao meu egoísmo e pensar nas minhas dores, ao invés, quero te honrar da forma mais bonita que puder, quero iluminar minha casa como a senhora iluminava a nossa, quero ser pra Isabel o porto seguro que a senhora sempre foi, quero ser pro Di a esposa mais fiel, apaixonada e dedicada e quero ser pra Deus, uma filha que Ele possa se orgulhar. Quero te honrar seguindo seus ensinamentos de vida e seu modelo de pessoa.
Nunca haverá “eu te amo” o suficiente a ser dito, nunca haverá abraços suficientes a serem dados. Essa vida é finita e eu espero, com todo meu espírito, na hora certa, me juntar a senhora, ao pai e a todos que tanto amamos aqui um dia. A eterna glória do Pai é a esperança do hoje, do amanhã e do sempre. Te amarei por toda a eternidade.

PS. Hoje visitamos um dos seus lugares preferidos de Valencia e tirei uma foto da Isabel ali como uma foto sua que tirei ano passado, quero fazer um quadro seu e dela, lado a lado, pra que ela nunca se esqueça da “uóuó” por quem ela tem tanto amor e foi tão amada.

Vai com Deus, boa viagem e benção…

Feliz 2020!

Oiii!! Tudo bem com vocês? Espero que sim! =)

O título do post foi escolhido em homenagem ao meu atraso dantesco em retornar aqui. Tantas águas já rolaram que fica até difícil forçar a memória a recapitular os momentos mais destacados dos últimos SETE meses, mas prometo que me esforçarei.
O afrouxamento do confinamento compulsório por conta do COVID19 começou por esses dias e nos deu oportunidade de voltar a respirar ares que não o do apartamento. Que lindeza que é poder ver minha gordinha correndo pelo parque, chamando os passarinhos, acenando pra estranhos, cheirando florzinhas. A memória do celular não agradece…rs
Mas no geral, eu não tenho o que reclamar dos dias que se passaram pois nossa vida não foi tão impactada como a vida da maioria das pessoas. O Di trabalhar de casa já desde antes disso e a Isabel ainda não ir pra escolinha acabou colaborando pra que o confinamento passasse quase suavemente. Claro que tivemos dias em que nos assustamos, principalmente no começo da coisa toda ao saber o número de contagiados e de mortes crescente mas também tivemos dias de questionar se a coisa toda não seria exagero, agora só fica um semi-ceticismo e obediência civil…rs
Uma coisa que mudou muito durante esse confinamento foi que decidi mudar a Isabel de quarto e fazer o desmame noturno, mas contarei detalhes mais ao final, vou antes fazer um apanhado geral sobre tudo que se passou desde a última postagem até aqui. Preparados? Valendo! rs
Um dia antes do aniversário da pequena, lá no dia 8 de outubro, chegaram meus sogros, no dia seguinte fizemos um picnic, na semana seguinte fomos à Paris onde passamos o aniversário da Rosa (e vimos a Flá e Pedro), daí fomos para Altea no litoral de Valencia, dia 28 de outubro Isabel deu os primeiros passos, comemoramos meu aniversário com comilanças, uma semana depois fomos pra Canena (cidade onde a vó Nina nasceu) no sul da Espanha (Isabel começou a andar pra valer lá), meus sogros foram embora na semana seguinte (dia 24 de novembro) e nesse mesmo dia fomos no aniversário de 1 ano da BFF da Isabel, Yasmin, e daí, depois de uma reviravolta da vida fomos de supetão ao Brasil.
Passamos bastante tempo em Iguape, batizamos bebê e papai na basílica, vimos muita gente e tivemos muitas festas, mas como sempre, ainda faltou muita gente pra ver. Isabel parecia que tinha nascido ali no meio da bagunça (salvo pelo primeiro dia que a deixei dormindo na casa da minha mãe e fui ao mercado, quando ela acordou que eu não estava lá o mundo acabou e ela mostrou seu poder de expressão aos quatro ventos…rs Sorte que a madrinha dela chegou pra acalmar, quando eu cheguei tava todo mundo em choque, mas no fim ficou tudo bem…rs) No geral os dias eram lindos e as noites sombrias! A falta de rotina e agitação fez com que ela não conseguisse dormir bem na maior parte do tempo e descontava tudo em mim, pois a válvula de escape era a tetinha. Zumbizei por dias, sentia como se estivesse em um sonho, meio no piloto automático, mas eu sabia que esse seria o preço a se pagar pela loucura e meu consolo foi que o cansaço passou e ficaram as boas lembranças. =)
Nossas comemorações foram muito especiais, principalmente o batizado, a cerimônia foi lindíssima, mais bonita do que eu tinha sonhado. Deu tudo tão certo do começo ao fim que nada além de intervenção divina justificaria, um anjo seguido do outro nos ajudou em cada etapa do caminho. No mais, bagunçamos muito com todos os primos, fomos à praia, piscina, brincamos na chuva, andamos na beira do valo pra ver o papai pescar, bagunçamos com titios e titias, comemoramos muitos aniversários e por fim voltamos pra casinha.
Pensei que ela sofreria ao retornar pra Espanha pela ausência de tanta gente paparicando o tempo todo, mas nada, ela tirou de letra, melhor que a gente por sinal. Acabou redescobrindo a casa, os brinquedos, o parquinho. A vida aqui ganhou mais brilho, porém as noites ainda estavam muito difíceis. Estávamos todos dormindo na cama juntos, ela no meio, era tanto chute na cara, na costela, murro no nariz, mordida na teta que chegamos em um ponto que a brincadeira não estava mais divertida e fofinha…rs Eu precisava tomar uma atitude! Não mais poderia esperar chegar o dia mágico onde ela dormiria  sozinha a noite inteira. Assim sendo, logo que chegamos em casa, comecei a insistir que ela bebesse leite de vaca no copinho, pra ir diminuindo as mamadas, já que até então ela quase não ingeria outro líquido senão o mamazinho e água. Depois de alguns dias ela acabou acostumando e já quase não mamava mais de dia, só a noite que enchia o caneco. Ela associou fortemente a tetinha com o sono e fazia um escândalo caso não tivesse o que queria. Depois de muito pensar, percebi que não teria escapatória se não trabalhar na desassociação. Comecei a procurar dicas e estudar as possibilidades enquanto isso arrumávamos o quartinho dela. No primeiro dia do confinamento, aproveitei a deixa e decidi encarar o desafio de fazer a mudança dela de quarto e desmame noturno. A primeira noite foi um pesadelo, mas não se preocupem, não a deixei chorando sozinha, choramos juntas, soluçando por horas…rs A segunda noite também foi difícil, a terceira e quarta menos horrível, a quinta foi menos pior, daí na sexta noite, ela ficou resfriada, catarrenta e pra ajudar um pernilongo picou a cara dela TODINHA! Pescoço e mãos também! Olha, quem chama a natureza de mãe, certamente não deve pensar que pernilongos fazem parte dela. Por conta disso tivemos uma noite horrorosa, acordando a cada meia hora, chorando horrores…passamos o dia super mal, eu já achando que tinha feito besteira, que não era boa mãe, que a menina precisava do elixir da saúde (mamazinho), e eu estava tirando a força dela no momento que ela mais precisava. Porém mantive minha postura e não recuei. Na sétima noite, ela teve febre, dei paracetamol, antes disso tinha dado polaramine porque as picadas estavam coçando muito, dormimos um pouco melhor mas ainda assim o peso na minha consciência era imenso. No dia seguinte, uma sexta-feira, eis que a menina dormiu direto das 19h30 até às 5h. Pra quem não acredita em milagres, isso pode parecer o fruto do meu esforço durante os dias passados, mas pra mim foi uma resposta às minhas preces e principalmente um sinal de que eu estava no caminho certo. ♥♥♥
Assim passaram-se mais de 40 dias e ela continua dormindo muito bem, claro que acorda uma vez ou outra na madrugada, às vezes demora a voltar a dormir outras vezes não, na maioria dos dias vai direto até umas 5h/6h daí dou leite e ela dorme mais um pouquinho, definitivamente perto do perrengue que estávamos passando eu não posso reclamar nem um tiquinho dessa nova fase! \o/ \o/ \o/ Acabei percebendo que a rotina, consistência e persistência são fatores fundamentais pra lidar com um bebê (queria ter descoberto isso antes…rs) e acabamos saindo desse desafio muito mais maduros e experientes…cof cof hahahaha 
Agora voltando para a atualidade, Isabel é uma bebezinha super ativa, fala o tempo todo (sendo algumas palavras facilmente identificadas e outras nem tanto, fiz uma lista mais abaixo), se faz entender tão bem que nos surpreende a cada segundo, come praticamente de tudo, manda mensagem de WhatsApp sem permissão, pede pra ligar para as vovós e pra tia Gal frequentemente, joga os lixos em seus devidos lugares (fralda no cesto de fralda, lixo reciclável no lixo grande da cozinha), avisa quando quer fazer cocô pra ser levada ao penico, avisa quando tem fome me pegando pela mão e levando até a cozinha pra apontar onde tem comida/fruta, guarda os brinquedos cada qual em seu lugar, adora o snapchat ” waw”, tem uma memória assustadora, me ajuda a estender roupa me dando os pregadores, quando colocamos a roupa suja na máquina ela já vai até o sabão pra me dar, adora escovar os dentes, distribui beijos, abraços e carinhos expontâneos constantemente e como disse anteriormente já dorme no quarto dela a noite toda e não mais mama no peito. Falando em não mamar mais, quem não estava preparada psicologicamente pra parar era eu, e agora posso ver com clareza. Foi tão difícil amamentar quando ela nasceu mas a persistência valeu tão a pena (mais uma vez), ver minha bebezinha crescer e engordar tanto somente com meu leite foi sem dúvida uma das maiores satisfações da minha vida (olhos lacrimejados). Mas foi bom enquanto durou e agora estamos em uma nova fase que é tão boa quanto (todas as fases são boas dessa minha vida de mãe, mesmo com os momentos difíceis). Hoje eu ganhei novas formas de carinho dela, que antes não eram possíveis porque era vista como uma teta ambulante! hahahaha
Bom, o que mais me chateou dessa situação toda de pandemia, egoisticamente falando, é que tínhamos planos incríveis de férias e todos foram cancelados, mas se todos os problemas da vida fossem como estes, estaríamos todos no paraíso e não na Terra…rs
Ah! Quase ia me esquecendo! Comemoramos o dia dos pais e aniversário de 37 anos do papai com muitas comilanças feitas 100% em casa! hehehe Bolos, pães, hambúrguer, massa fresca, porque essa quarentena nos trouxe algumas habilidades gastronômicas! hahaha =D
Acho que eu tinha muito mais por falar, mas deixarei com que fotos falem mais do que palavras…rs
Bjo, tchau!

Lista de palavras:
Mamãe e mãe (pronúncia impecável)
Papai e pai (pronúncia impecável)
Neném (pronúncia impecável)
Água (pronúncia impecável)
Cocô (pronúncia impecável)
Guapa (pronúncia impecável)
Olá (pronúncia impecável)
Oiiii (pronúncia impecável)
Pliá = mistura de por favor e obrigada, usada constantemente e repetidamente
Vává = vovós e tia Vanessa
Uôuô = vovô
Cá = Gal
Laula = Laura
Aulll = Raul
Au = Pin
Cau = tchau
Cai = senta
Pá = pé
Apato = sapato
Nana = Banana
Calê = cadê
Esse = palavra chave que vale pra muitas coisas mas geralmente tem um sentido indicativo mesmo
Neh = não (vem acompanhado sempre de um dedinho balançando negativamente)
Waw = algo lindo, arrumado, organizado ou o snapchat
Quato = números
Quaco = quarto
Quáquá = pato
Auau = cachorro
Miau = gato
Riiiriii = cavalo
Nham-nham = comida
Pupu = pássaros
Aiá = lá
Olela = orelha
Aco = macaco
Ócu = óculos
Cocó = galinha
Test = yes e testa
Kliklik = escovar os dentes
Babai = byebye

 

 

Primeiro ano de Isabel

Oiii!!! Espero que esteja tudo bem com vcs! =)

Bom, antes que perguntem, está tudo certo conosco também, graças a Deus! =)
Conseguem acreditar que já se passou um ano desde aquele dia louco? Pois eu não consigo, ainda estou naquele efeito de retardo que comentei algumas vezes… Meus hormônios ainda andam alterados provavelmente (talvez seja a amamentação que segue firme e forte) e só de relembrar rapidamente dos 365 dias passados fico toda arrepiada e dá uma coisa, sabe? rs Aliás, é muito difícil escrever concentrada e continuamente ao mesmo tempo que lidar com esse tsunami de emoções ao mesmo tempo, céloko bictho! hehehe Vou soltar logo de cara aquele clichê que quantas vezes desdenhei por ouvir infinitamente: “só entende quem é mãe” (acredito que vale para pais também…rs) Não sei se conseguiria resumir como foi esse ano em um único post, talvez precisaria de um livro, mas daí eu teria outro livro pra minha coleção de “livros a serem escritos um dia”, então vou dar o meu melhor pelo tempo que tenho (o que acredito ser aproximadamente mais 20min dessa soneca, e quem sabe uma meia hora da soneca da tarde…talvez, quem sabe, também, depois que ela dormir a noite, posso queimar o resto da energia pra terminar isso aqui, veremos!)

A vida como conhecíamos parece agora tão distante e guardo nenhuma saudade de como eu era ou do que vivi, mas obviamente guardo tudo com muito carinho na memória pois além de lembranças lindas, tudo que passou nos trouxe até aqui. E aqui, agora, é sem dúvida meu melhor momento, um presente de Deus, o presente nunca fez tanto sentido se chamar presente. A Isabel é a forma compactada de tudo que há de melhor na vida, nela eu encontro tudo e todos que amo, tudo em suas devidas proporções. A maior parte é sem dúvida do papai, mas também me encontro muitas vezes, e encontro meus sobrinhos, irmãos, cunhada, mãe, sogra! Às vezes é em um olhar, em um gesto, em uma parte do corpo…a cada momento ela me remete alguém que muito amo, ao mesmo tempo que ela tem uma personalidade muito própria. A palavra que mais ouço na rua, toda vez que saímos, é “que simpática!” e olhe, é simpática mesmo heim hahaha Raramente não tem um sorriso estampado no rosto, olha nos olhos de todos, manda beijos, fala “hola”, dá piscadinhas e mais recentemente dá tchau! Durante o dia eu simplesmente não vejo o tempo passar, geralmente acordamos, tomamos café com o papai, o levamos até a porta para a despedida do dia, lavamos louça, lemos alguma coisa ou vamos ao parque, ela tira uma soneca enquanto eu faço alguma coisa na casa, almoçamos, ouvimos música, outra soneca, cantamos, dançamos, brincamos, jantamos, recebemos o papai na porta, banho e cama. As noites ainda são bem instáveis, tivemos noites boas com média de 4h seguidas de sono e noites ruins com média de meia hora de sono seguido, sei que preciso trabalhar nisso e pegar firme na reeducação do sono dela mas seguimos no lema de seguir um dia de cada vez, e assim que apertar o sapato tomaremos as devidas providências…rs Tá, o sapato tá apertado mas prioridades são prioridades e agora tô concentrada na chegada dos meus sogros e no aniversário dela! ♥♥♥

No mais, não posso dizer que foram só flores até aqui, muito pelo contrário, tivemos e temos muitas dificuldades, inseguranças e nunca tive que encarar tantos enigmas seguidos, foram muitas dores físicas e psicológicas, a privação do sono é algo realmente sério e entendo o porquê de tanta gente ter depressão em momentos assim, mas ao mesmo tempo, o milagre da vida atua lindamente produzindo “inas” internas que equilibra o que tá bagunçado, por exemplo, uma gargalhada e abraço (ela agora abraça tb) da gordinha é capaz de me tirar qualquer cansaço e me faz esquecer que ela acordou a cada duas horas de madrugada aos berros…rs Um ano de neném e ainda acordamos bastante de madrugada, cada vez achamos uma razão, mas dessa vez (assim como todas) precisamos ser compreensivos pois os primeiros dentes decidiram apontar e como demoraram bastante, estão saindo praticamente juntos, já tem 3 pra fora, um quase despontando e outro bem inchadinho, então já já aparece. Pra colaborar com a evolução, ela agora come bem e come comida em pedacinhos, quase igual a nossa, e o intestino dela resolveu travar por dias, o que incomoda loucamente a todos. A pediatra passou um pózinho pra dar pra ela, mas quem disse que eu consigo? Acho que sou muito mole…rs Acho não, tenho certeza…rs Queria muito saber como as mulheres que tiveram um monte de filhos faziam nesses momentos em que eu me afundo em dúvidas, porque essas pesquisas, órgãos de saúde e gente moderna que acha estudo pra tudo tem me deixado a desejar e muito! hahaha A cada dia penso mais que a sabedoria adquirida através de experiência vivida é infinitamente maior do que estudos aleatórios baseados em amostras insignificantes =3

Pra finalizar o post, vou fazer um resumo dos últimos 3 meses: fomos ao cinema os três juntos pela primeira vez e assistimos “O rei leão”, todos curtiram bastante; Aproveitamos o verão pra conhecer algumas praias de Valencia e todas bem lindas; Tivemos vários encontrinhos com as amiguinhas; Ela começou a percorrer a casa toda se apoiando em tudo que é canto, seja parede, móveis, cadeiras, mas acho que ainda vai demorar um pouco pra ganhar a confiança que precisa pra andar solo; Pro aniversário dela vamos fazer um picnic no parque com o tema da Magali, chamamos só umas poucas pessoas porque a idéia era um bolinho no parque mesmo, só pra não passar em branco, mas ainda assim “só um bolinho no parque” me ocupou loucamente esses últimos meses; Fomos em um show do Iron Maiden e Metallica cover especial para família, adoramos também, principalmente a parte do Metallica hahaha; Ela passa o dia falando e apontando pra tudo o que vê; Agora que tem dentes, me deixa escovar bem direitinho e depois ela mesma faz a escovação, toda noite; Estamos muito ansiosos por amanhã e depois (estou escrevendo dia 7 mas só vou publicar dia 9 que é o aniversário…rs)

Bom, fico por aqui! Só pra fechar com chave de ouro, penso em quantas vezes tive dúvidas sobre ter ou não ter filhos e como isso agora soa absurdo pra mim. Minha gordinha é a luz dos meus olhos, o calor do meu coração, minha felicidade matinal (da tarde e da noite também), minha nova fonte de descobertas e aventuras, por ela tenho vontade de ser uma pessoa melhor, mais virtuosa, mais disciplinada. Sinto como se meu coração tivesse aumentado sua capacidade de amar e todo amor que eu já conhecia foi multiplicado infinitamente. Obrigada Deus e obrigada marido, nunca imaginei que um dia eu poderia transbordar de felicidade de tal maneira e me sentir tão realizada quanto hoje. =)

Bjo, tchau!

Trilha sonora do post:
Iron Maiden – Wasted Years
https://www.youtube.com/watch?v=Ij99dud8-0A

Primavera e verão de 2019

Oiii! Espero que esteja tudo bem com vocês! =)

A princípio, gostaria que esse post tivesse como título “9 meses de Isabel do lado de fora” mas como estou atrasada com a publicação, preferi ser mais abrangente…rs Ainda mais que tanto se passou desde então!

O último post foi dia 9 de abril e passado dois dias disso, nossa amada Cêzinha chegou em Valencia pra iluminar nossa vida com sua presença! Como sabemos que ela é incansável, decidimos que era uma boa idéia buscá-la no aeroporto, tomarmos café da manhã e já encarar a estrada…rs Afinal 5h de carro para quem já encarou 12h de avião é nada né? =| (Na real foram 7h30min de viagem porque paramos algumas vezes pra comer e trocar fralda…rs) Granada era uma das cidades que eu sonhava em conhecer, principalmente pela história (e beleza, obviamente) e apesar da longa viagem, valeu muito a pena! Cada segundo naquele lugar foi encantador (menos uma multa que levamos por dirigir em local com restrições de horário…rs), as pessoas foram muito simpáticas, a comida era ótima e a beleza realmente é de tirar o fôlego. Isabel se comportou lindamente (só deu trabalho pra tomar banho porque o chuveiro era bruto…rs) e todos aproveitamos muito nossos dias lá.

Ao voltarmos de Granada, demos início oficial à introdução alimentar da bebê, fiz papinhas de carne de peru com abóbora, de frango com batata, de brócolis com carne de vaca, etc e foi tudo um fracasso hahahahaha A Cê até conseguiu que ela comesse um pouquinho, mas ainda assim, comecei a pensar que minha comida era horrível! rs Também tentei dar papinha pronta mas para o meu alívio, ela também não gostou, então o problema não era meu tempero…rs Hoje, depois de 3 meses de tentativa e erros, ela tem comido tudo o que dou na boca dela ou que ela mesma possa comer. Como as papinhas não estavam funcionando, encarei o BLW (bebê se alimentar sozinho) e deu mais certo do que papinha, apesar da zona…rs Adaptei umas técnicas pra lidar com a sujeira e foi a melhor decisão que tomei! Depois disso ela começou a encarar muito melhor as comidas e até começou a aceitar que eu desse na boca dela (contanto que tenha algo na mão pra poder comer também, como um pedaço de pão ou batata…rs)
Engraçado como cheguei a pensar que ela nunca comeria (!) e hoje, mais uma vez, vejo como sou impaciente…rs Aprender a comer não é tarefa fácil, ainda mais que existe todo um processo de adaptação do corpo (intestino, paladar, etc) e como ela mama à livre demanda, torna o processo mais lento pois seu alimento principal está sempre garantido.

Ainda enquanto a Cê estava aqui os dias não estavam quentes, o que ajudou muito em nossos passeios e acredito que aproveitamos bastante!
Depois que minha mãe foi embora no fim de dezembro, nós não tivemos ninguém em casa por muitos dias, então não sabíamos como Isabel reagiria, para nossa surpresa ela parecia amiga íntima da Cê desde sua chegada! Muito amor né gente…rs No último dia da Cê aqui aproveitamos pra ir à farmácia e colocar brinco na Bel. Eu nem sabia que existia polêmica sobre furar orelha de bebê mas acabei descobrindo loguinho, porém não foi suficiente pra me fazer mudar de idéia…rs Segurei a bichinha firme e forte, rapidinho furaram, ela só chorou na hora dos furos e logo já tinha se esquecido da dor, ficando linda linda com seus brilhantes nas orelhas! hahaha

O começo de maio, além de trazer mais um ano de vida para o melhor papai do universo e seus 36 anos, trouxe também o calor e pela primeira vez fomos à praia para ficar mais perto da areia (nunca deixamos de ir à praia, mas íamos principalmente pra passear pela orla, nunca pra sentar na areia).
Entre maio e agora, fizemos diversas coisas, entre elas: visitar o museu de pré-história, picnic no Túria, recebemos a visita do Conor (amigo irlandês), mudamos a técnica do banho dela (agora não mais usamos a banheira do trocador mas sim um assento que encaixa na banheira do banheiro), fomos no primeiro encontro anual do grupo de mamães brasileiras em Valencia e Isabel encontrou seus amiguinhos da vida, fomos no aniversário de 1 ano do fofíssimo Nico (primeiro bebê do grupo de mães), fomos à praia com a BFF Yasmin (pra ler, brincar na piscina e é claro, comer muita areia…rs), fomos num concerto de música clássica para bebês com as amigas Yasmin e Arya (com direito à picnic na frente do palácio de música), recebemos a visita dos queridos tios de Dublin, Alicia e Gaba, e com eles fomos até Cullera (cidade vizinha fofinha), descobrimos que balanço para bebês do parque da praia é da hora, fomos ao Cirque du Soleil Kooza, começamos a usar o assento para bebês dos carrinhos de mercados, quando saímos pra comer ela senta nos cadeirões e faz a festa, ela já fala “papa, mama, neim-neim, eita e laula”, já engatinha/se arrasta pela casa toda e também já bate palmas! Certamente estou esquecendo algum marco, mas esses que vieram à mente agora…rs

Bom, passados 4 dias desde que nossas últimas visitas foram embora, já consegui me recuperar da “depressão pós despedida” e finalmente posso escrever sobre…hahaha Afinal, não são todos os dias que recebo em casa meu irmão, cunhada e sobrinha né? rs
Eles chegaram dia 29 de junho e desde então nossos dias foram frenéticos! Antes de chegarem fiz um planejamento diário pra aproveitarmos ao máximo cada segundo e assim foi, eles só tiveram 2 dias livres e ainda assim foram bem corridos! Fomos ao aquário, ao Bioparc (zoológico), ao centro histórico, fizemos picnic com o Di na hora do almoço dele, fomos à praia, comemos paella, tapas, montaditos, jogamos muita tranca, etc…rs
Juntos também, fomos à Lisboa, foi a primeira viagem de avião da Isabelzinha e comemoramos seu nono mesversário lá! =D Pena que o Di não pôde ir, mas esteve em nossos pensamentos a cada segundo e foi naufragado de fotos…rs Lá passamos 3 dias, entre eles, um dia com um amigo do Lau e outro dia com minha amiga Chris (nos conhecemos em Dublin e agora ela mora em Lisboa), o que nos ajudou muito em conhecer a cidade. Acredito que passamos pelos pontos turísticos principais, mas assim como toda cidade que vamos, faltou muito a conhecer! Voltaremos! =)

Nem preciso dizer como estive feliz e realizada com a casa cheia, né? Cresci assim, e por mais que esteja morando longe de todos há quase 7 anos, tem coisas que não mudam. Quando vamos ao Brasil, todos os dias são dia de festa, independente do tempo que ficamos, porém, como são muitas pessoas amadas, nosso tempo tem que ser super distribuído e acabamos não conseguindo ficar muito tempo com ninguém, daí quando vem alguém nos visitar aqui, toda atenção se volta pra visita e o cenário muda muito! Adoro cozinhar, conversar, passear e ter certeza que minhas visitas sejam muito mimadas. Isabel também adorou ter a casa cheia, com poucos dias que eles haviam chegado ela aprendeu a falar “laula” e essa foi a palavra mais falada até hoje…rs Desde o café da manhã até a hora de dormir tinha alguém pra brincar, cheirar e mimar a pequeninha, que alegria! Domingo ao nos despedirmos segurei o máximo que pude pra não chorar, mas desaguei na porta…rs Isabel não colaborou comigo repetindo incansavelmente “laula” e eu tendo que dizer que ela tinha voltado pra casinha dela…rs

Acho que por hoje é isso, meu tempo no computador acabou e bebê acordou. Voltarei pra minha memorização do “Sôbolos rios que vão” de Camões, do desafio #365diascomcamões hehehe Ah! Falando em Camões, passamos pelo seu túmulo no mosteiro dos Jerônimos em Lisboa, fiquei bem impressionada!

Bjo, tchau!

Trilha sonora:
J.S.Bach – Prelude
https://www.youtube.com/watch?v=U3tUphnwb38

Meio ano

Oiii! Espero que esteja tudo bem com vocês! =)

Estive preocupada com a velocidade com que o tempo está passando mas acho que finalmente comecei a aceitar a brevidade da vida, e obviamente isso não quer dizer que joguei a toalha e estou encarando a morte ou similar, mas sim que, aceitei que não vou ter o tempo que gostaria de refletir sobre cada detalhe vivido por tempo indeterminado, tal como a gravidez que ainda acho que passou batida nas minhas observações…rs Parece que tudo que envolve a pequenininha passa tão rápido que me pego fazendo nada além de observá-la por muitas vezes, até que me bate a voz da consciência e me mande lavar roupa, louça ou escovar os dentes…rs Gostaria de eternizar o máximo que posso na memória e o resto em fotos e vídeos…rs 6 meses se passaram e minha bebê já se acha dona do mundo! hehehe Será que minha mãe ainda pensa isso de mim?? XD

Bom, por aqui segue a chiquilla (menininha) cada semana com uma novidade e um encanto, enchendo nossa vida de doçura e desafios. Semana passada ela começou a entortar a cabeça pra esquerda como se pudesse ver melhor as coisas e fica tão engraçada que não tem como não rirmos horrores. Semana retrasada era uma piscada de olhos que parecia uma míope charmosa e semana antepassada fazendo bbbrrrrrr com a boca. Sei que é atestar o óbvio mas é impressionante presenciar de primeira mão como o ser humano evolui e aprende rápido. Nesse mês ela parece ter aberto os olhos pro mundo e agora enxerga até os mínimos detalhes. Durante o café da manhã ela fica admirada com os raios de sol que iluminam a mesinha dela, o sofá, a mesa e o meu rosto, ela adora minha caneca de golfinho e vibra a cada golada que dou de café e se deixo ela segurar a caneca pronto, ganhou o dia. Hoje ela tentou lamber a caneca e fez uma careta do tipo “eca”, imagino se ela se pergunta o porquê de eu parecer gostar tanto daquilo…rs Ela adora mexer no cabelo do pai dela e até arrisca umas lambidas. Está na moda puxar cabelos também e nada delicadamente, se consegue agarrar só solta na força, bruta demais…rs
Começamos a dar frutinhas e apesar dela ter detestado todas as frutas amassadas, ela adorou as mesmas em pedaços (dentro de uma redinha onde ela pode chupar a vontade).
Já faz tempo que balbucia mas agora ela parece ter vocação pra ópera…rs E também canta quando o pai toca violão! rs
Ela tem sentado bem desde o mês passado o que eu acredito ter ajudado muito na percepção dela do mundo, ainda que livrou as mãos possibilitando que ficassem livres pra agarrar tudo que alcançar, ela tem umas habilidades muito bonitinhas com as mãos! Usa bem a pinça (polegar e indicador) o que facilita folhear os livrinhos, por exemplo.
Não canso de assistir cada novidade, até mesmo enquanto ela dorme, por exemplo agora que ela está tão em paz e mal sabe que estou planejando cortar o único cacho que sobrou numa lateral da cabeça…rs Era tão cabeludinha e agora só tem um moicano rebelde pra contar história. Também enquanto ela dorme penso no tamanho da força que tenho que fazer pra não ficar abraçando ou apertando ou cutucando…rs A mão é tão gordinha e parece ligada direto no antebraço porque o pulso é uma dobra, as bochechas gigantes e rosadas, cílios e boca de boneca e o queixo mais lindo do mundo, credo, Deus foi muito generoso comigo me presenteando com essa neim-neim (como ela mesma gosta de dizer de vez em quando). 
Ah! Não posso deixar de comentar sobre a simpatia da criatura que agora ri aos 4 ventos o dia todo e por onde passa arranca elogios (menos dos vizinhos do prédio porque por alguma razão misteriosa ela sempre chora quando encontra com eles…rs)

Hoje ela completa 6 meses e comecei esse post há alguns dias porque queria publicar no dia certo…rs Vou tentar selecionar algumas das milhões de fotos que tenho e parar o post por aqui antes que ela acorde…rs

Bjo, tchau


Ano novo e 3 meses da Isabel

Oiii! Espero que esteja tudo bem com vocês! =)

Comecei esse post dia 9 pra registrar o terceiro mês da bebezinha mas como não tenho mais minha mamily aqui comigo, os dias passam rápido demais e não me dá tempo de terminar isso aqui nunca…rs Vamos ver se hoje dá!
Dia 9 Isabel completou seu terceiro mês de nascida e agora já sem a ajuda das vovós, começamos o ano os 3 cada um com suas responsabilidades. Papai é nosso porto seguro e alicerce, trabalha de casa quando dá e sempre está atento tanto em mim quanto na pequena, a bebê cresce e engorda loucamente, cada dia tem uma novidade, e eu toco o barco conforme foi a noite, tem dia que consigo fazer um milhão de coisas e tem dias que só amamento e troco fralda…rs Por enquanto seguimos com roupas limpas, casa minimamente organizada e limpa, alimentação digna e felicidade pelas manhãs já que a bebezinha acorda empolgada e sorridente…rs Estou com olheiras que nunca tive antes, temos noites “fáceis” e noites difíceis, quando comecei esse post ela estava no salto de desenvolvimento do terceiro mês e estava exigindo um pouco mais de atenção do que o comum, mas essa semana já voltou ao normal com a rotina. Na semana do pico, ela começou a chorar tipo barraqueira, mega escandalosa…rs Dias difíceis! hahaha
Minha mãe foi embora há quase um mês já e somente esses dias tive coragem de lavar a roupa de cama do quarto que ela estava, não sei se foi por conta da correria de fazer o básico ou por negação de que ela já tinha ido embora.
A despedida da minha mãe foi a última das despedidas, a primeira foi da Rosa, depois do Rê, depois da Cê. Em cada uma das despedidas, um pedacinho de mim foi embora, aguardando ansiosamente por nosso reencontro. Sem a ajuda que tivemos nesse comecinho de Isabel no mundo, nem sei o que teria sido da minha experiência linda de maternidade, talvez não tão linda…rs Isabel parece que sentiu bastante a falta da minha mãe, afinal ela nunca estava sozinha e sempre tinha um colinho disponível desde que nasceu, mas é bom que já fique ligeira com nossas idas e vindas…rs Nesse mesversário dela fiz um bolinho de microondas só pra colocarmos a velinha e não passar em branco…rs Ela estava zero animada mas tiramos fotos pra mostrar pra ela no futuro! hahaha No mesversário passado tivemos a ilustre visita da tia Lili e tio Rafa! 
Fechamos as metas de 2018 e já começamos as de 2019, nas de 2018 eu fracassei feiamente nas minhas individuais mas na de casal fomos bem…rs Pra esse ano fui ainda mais ambiciosa, temos que mirar alto não é mesmo? hahaha
Esses dias estava comparando fotos de quando a Isabel nasceu com fotos de agora e é impressionante como ela mudou, a gordurinha faz toda diferença numa pessoa, ainda mais se for tão pequenininha…rs Antes ela parecia uma rãzinha, agora tá toda fofa e roliça. Fico bem feliz que tenha superado a barreira da amamentação e dela estar ganhando tanto peso somente com meu leite. Também fico feliz pela praticidade da vida, se ela tem fome eu saco a teta pra fora e pronto, nada poderia ser mais simples que isso…rs Antes eu não entendia bem as mães que amamentavam em qualquer lugar e até pensava “nossa, será que ela não fica constrangida que as pessoas vão olhar pro peito dela?” hoje eu penso “se quiser olhar que olhe, eu só quero que minha bebezinha não fique com fome ou pare de chorar”, na real eu enxergo meu peito como uma mamadeira acoplada no meu corpo…rs
Estamos definindo uma rotina pra ela, por enquanto o padrão de sono durante a noite geralmente é de 4h seguidas, depois 3h e depois de 2h em 2h. Se ela mama e dorme em seguida a vida é boa, se ela mama e desperta o bicho pega, ainda mais se faz cocô porque daí até trocar e tudo, o tempo voa…rs
Hoje a noite foi difícil porque ela acordou muitas vezes pra mamar e eu fui dormir um pouco mais tarde do que de costume, mas durante o dia ela está sendo uma belezinha, tanto que me deu tempo de fazer o fundamental hahaha
Essa fase que vivo é deveras diferente de todas que já vivi e apesar da loucura, não poderia ser mais doce. Assistir minha bebezinha crescer, hora após hora, acompanhar cada detalhe de cada transformação é impagável e eu trocaria qualquer outra coisa por isso. Quando ela cruza o olhar com o meu, seja o momento que for, e solta um super sorriso, me sinto extasiada, como se o mundo inteiro tivesse parado e nada mais existisse, como se eu fosse transportada pra uma outra dimensão, algo que eu realmente não sei explicar. Também não canso de pensar em como ela é linda, tipo mesmo…rs Se estou com ela no colo, o que é bastante tempo, fico pensando repetidamente “ai como é linda, nossa como é linda, aff mas é linda demais” e sempre me questiono sobre a sanidade disso…rs Sei que toda mãe é tendenciosa, mas não é um pouco exagero ficar pensando que a cria é linda sem parar? hahaha Se ela tá chorando, com a boca arregalada e a gengiva aparecendo penso “ai que linda” e em seguida “ai meu Deus, o que faço?!” hahahahaha
Nesses últimos dias ela tem desenvolvido mais suas cordas vocais e ao mesmo tempo que é muito fofinha ao soltar falsetes e sons que lembram palavras, os vizinhos devem pirar quando ela berra…rs Pra dormir cada vez é uma moda, sei que ela gosta que chacoalhe, e muitas vezes ela sofre dormindo, fazendo caretas e gemidos de dor…rs Crescer é algo realmente sério!
Converso muito com ela, tanto que temo que ela será uma tagarela que nem a mãe…rs Também leio em voz alta todos os dias, canto, fazemos atividades físicas (ficar de barriga pra baixo e girar).
Fora isso a vida segue, e agora não mais preciso imaginar como seriam nossos dias com a presença dela. A presença dela pede alguns ajustes sim, mas tornou tudo mais encantador. Antes eu temia se seríamos ainda felizes apesar de todas as dificuldades da maternidade/paternidade e hoje eu penso que tínhamos um vazio que não tínhamos notado e esse vazio foi totalmente preenchido e hoje transborda de amor (que coisa mais clichê de ser dita, mas é assim mesmo, mãe é brega XD ).
Eu certamente tenho muito mais a dizer e deixei muita coisa importante não dita, mas agora tenho que correr fazer outras coisas antes que ela acorde! Puts, nem falei do meu aniversário, natal, ano novo e záz, vai ficar pra outra oportunidade…rs 

Ih! Demorei muito, ela acordou!

Bjo, tchau!


Antes e depois (engraçado como ela tava bronzeada e esbelta…rs)


Otra


Visitinha da tia Lili e tio Rafa


Mesversários



Fofurinha de mamãe


Despedidas das vovós e padrinhos



Legal essa né? heheh



Último passeio no parque com a vovó 



Cresce bebê e cresce cabelo do papai hehehe



Passeio em Sagunto



Natal com a família


Ano novo


Ânimo de mesversário huahua

 

31 anos

Maternidade

Oiii! Espero que esteja tudo bem com vocês! =)

Agora que os pontos cicatrizaram, que o peito calejou (ou finalmente acertei a pega) e que consigo dormir algumas horinhas de madrugada, voltei pra registrar alguns momentos já que passo tanto tempo perdida nos pensamentos enquanto minha bebezinha mama.
Já li vários relatos que falam sobre a maternidade, e a mensagem que mais me marcou foi a de que dói, tudo dói, o corpo dói, o cansaço dói, as mudanças doem, os hormônios te enlouquecem e causam dor, resumidamente, ser mãe parecia ser sinônimo de sofrimento. Vinte e três dias pós parto posso confirmar que realmente esse é um processo dolorido, principalmente a parte da cicatrização dos pontos no lugar mais úmido do corpo e acertar a mamada, mas fora isso não há dor no mundo, grande o suficiente pra me impedir de tentar dar o melhor de mim pra minha pequena. Nos primeiros 15 dias de amamentação mais ou menos, eu chorava de dor enquanto ela mamava, um dia até precisei ir pro hospital porque minha imunidade caiu e tive febre, sendo que nunca tenho febre. Acho que nunca rezei tanto na minha vida, busquei forças que vão além desse mundo pra me ajudar a superar esses momentos de dor e pra me dar esperança de que o dia seguinte seria mais fácil, e não é que foi?! =) O dia seguinte chegou mais rápido do que eu imaginava e agora, apesar de ainda ser um pouco desajeitada, dou de mamar em qualquer canto e sem dor ( a não ser quando Isabel aperta o bico e joga a cabeça pra trás…rs). Uma coisa que nunca li nesses relatos foi sobre a crise de abstinência quando longe do seu bebê por mais de 5min…rs É impressionante como ela se tornou parte do acalento da minha alma sem que eu ao menos me desse conta. Claro que tivemos os 9 meses de grude e a separação física no parto foi um sinal de que tudo seria muito diferente de ali em diante, mas ainda assim, eu não esperava que teria essa necessidade tão grande de estar perto dela todo o tempo. Passo horas admirando cada centímetro do rosto e do corpinho magrelo dela, enquanto espero que arrote, aproveito pra ficar cheirando o cabelo que é tão macio e cheiroso, meu momento preferido porém é aquele após o mamar que vem aquele soninho que ela fica sorrindo…Não canso de pensar em como ela é linda e como tive sorte dela ser a fotocópia autenticada do grande amor da minha vida, mesmo nos momentos de mau humor e de briga…rs Não me importo que ela só pareça comigo nas unhas e no cabelo, e também não me importo com a idéia de que ela terá loucura pelo pai, na verdade, eu acho no mínimo justo, afinal eu tive loucura por meu pai e ele foi um super pai, assim como o Di tem sido. Falando nisso, outra coisa que não li nos relatos sobre a maternidade foi sobre poder assistir de tão perto o nascimento de um pai. Quando se é protagonista de uma situação como a maternidade, não temos como ver com detalhes o seu desenvolver, logo eu não tenho idéia de como tenho sido como mãe, mas em contrapartida, assisto de camarote o desenvolver da relação pai-filha do Di e da bebezinha e isso é a coisa mais linda que poderia ter acontecido na minha vida! Desde o primeiro dia, ainda na maternidade, ele tem um cuidado e atenção com ela que eu nunca vi ele ter com outra coisa/pessoa antes. Ele dá banho (eu não…rs), troca fraldas de pipi ou caca, quando ela tem cólica ele quem fica em pé tentando aliviar a dor, seja a hora que for, quando finalmente conseguimos dormir de madrugada ele me segura pela cintura com medo de que ela esteja na cama com a gente e que eu vá amassá-la, mesmo que ela esteja no moisés…rs Resumindo, ele só não dá de mamar porque estamos 100% teta e a dele não tem leite…rs Quando ela tá chorando desesperadamente, ele não sossega até conseguir acalmá-la. Nem mesmo o meu pai foi tão atencioso assim comigo, portanto acho no mínimo justo que ela tenha loucura por esse paizinho e assim tem sido até então. Quando ela ouve a voz dele ou fica ao seu lado na cama, presta uma atenção imensa e fica bem quietinha como se estivesse admirando o papai mais lindo do mundo. Eu nem acredito que a licença paternidade está acabando, sentiremos muito a falta do papa perto 24h por dia. Ah, não seria justo eu deixar de dizer que assim como ele cuida da nossa bebezinha, ele cuida de mim. Durante os dias difíceis, ele segurava a minha mão a cada mamada, como se quisesse que a minha dor fosse dele, toda vez que me vê exausta, ele deixa o cansaço de lado e fica firme como uma fortaleza, fazendo tudo o que precisa ser feito. Nem mesmo por um instante de momento eu me senti sozinha, isolada ou de escanteio, muito pelo contrário, me sinto cada vez mais amada.

O que posso concluir nesse curto período de tempo é que a maternidade veio pra completar nossa vida, que sempre teve uma luz especial mas agora ela irradia.

Agradeço a Deus por ter sido tão generoso comigo e espero dar sempre o meu melhor por minha família.

Só pra registrar, recebemos visitas muito especiais diretamente de Barcelona, em 4 dias a futura madrinha da pequena (Cê) chega em terras espanholas e em seguida o futuro padrinho (Rê), meu aniversário será o mais comemorado de todos os anos que moro fora do Brasil e nossas mamães seguem sendo fundamentais pra nossa sobrevivência, nem quero pensar que elas irão embora…mas, como o mantra que tenho usado desde a gravidez: um dia de cada vez!

Bjo, tchau!Isabel
Isabel e suas muitas caras e bocas

papai e bebe
Tal pai, tal filha

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Venci a guerra contra a fome…rs

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Será que gosta desse colinho?

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Primos e tios-bisavos

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primo Alvaro

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Prima Lucia

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Primeiro passeio no parque

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O dia que a Isabel deixou de ser indigente

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Café da tarde na padaria preferida

Trilha sonora:

Depeche Mode – Precious

 

9 de Outubro de 2018

Oiii! Espero que esteja tudo bem com vocês! =)

Comecei um outro post há algumas semanas mas não consegui terminar, minha intenção era falar da minha experiência dos nove meses de gestação, de que as mães estavam chegando, das expectativas que tínhamos pros dias que seguiriam, enfim, de um monte de coisas que já nem mais consigo pensar a respeito. Há exatamente uma semana, dia 9 de outubro, às 5h30min comecei a sentir contrações e às 16h13min nossa Isabel veio ao mundo!
Agora aproveito o tempo entre uma mamada e outra, enquanto ela toma um banho de luz pela janela da sala, pra tentar não deixar passar batido tamanho acontecimento e atualizá-los da vida que seguiu!
Sinceramente não saberia dizer qual foi minha parte mais ou menos preferida dos 9 meses de gestação, cada fase teve seus encantos e amarguras, mais encantos que amarguras, definitivamente. No primeiro trimestre alguns enjoos, mas nada que me fizesse parar de comer ou passasse mal, no segundo trimestre eu nem saberia ressaltar um ponto negativo, talvez ter descoberto a diabetes gestacional o que ainda assim não mudou muito na minha rotina alimentar já que não comia muitos carboidratos, a parte chata era ter que furar o dedo e ficar medindo a glicemia…ah, teve o calor também, que foi muito maior do que eu poderia imaginar, mas isso nada que tinha a ver com a gestação…rs Fiquei basicamente trancada em casa o máximo que podia durante os meses de verão já que era quase impossível sair na rua e voltar sem queimaduras de décimo grau…rs No terceiro trimestre estávamos tão empolgados com a vinda das nossas mães e nos certificando que receberíamos elas e a bebê bem, que o tempo passou que nem notamos! Dormi bem nesse período também, apesar de acordar a cada uma hora pra ir ao banheiro. Tentei ficar o mais tranquila possível até que as mães chegassem pra que a bebê não resolvesse sair antes do previsto, e assim foi! No final de semana antes da chegada das mães recebemos os primos Lu e Ká em casa, passeamos o quanto podíamos com eles e na segunda-feira seguinte nossas mamães chegaram aqui. Por um dia tivemos a casa cheia e pensem numa festa! Dias fantásticos! Durante a semana, passeamos bastante com as mães e pude sair do estado semi-vegetativo já que não mais precisava segurar a vinda da bebezinha ao mundo…rs Isabel nos deu uma semana pra podermos mostrar um pouco de Valencia pras vovozinhas e mostrou desde já que seria uma menina muito boazinha e passeadeira! hahaha

Sobre o dia que mudou nossas vidas para sempre, às 5h30min da terça-feira começaram as contrações e por mais que eu não tivesse certeza de que aquilo eram contrações, a natureza logo me confirmou que eram…rs Usei um aplicativo do BabyCenter pra registrar os tempos de duração e de distância entre uma e outra, tomamos banho, café da manhã, ajeitamos as coisas e saímos todos de casa por volta das 11h30min da manhã. Nessa hora as contrações já estavam bem mais fortes e os cursos que fiz na maternidade ajudaram bastante, principalmente por conta das respirações. Nos picos de dores meu cérebro parecia atrofiar, não lembro de ter passado por algo parecido antes, e apesar de saber que vinham como ondas não tenho certeza se me mantive racional na maior parte do tempo…rs Chegamos no hospital por volta do meio dia, fui internada em seguida, fizeram monitoramento cardíaco da bebê e já começaram a me preparar pro parto. As mães ficaram na sala de espera da maternidade e o Di na maior parte do tempo esteve comigo. Já na sala de parto, as dores eram surreais e pedi pela anestesia epidural o que sem dúvida aliviou minha vida em 90%, tipo milagre…rs Romperam minha bolsa assim que a epidural foi dada e em 1h eu já estava totalmente dilatada e pronta pra empurrar. Essa parte foi a mais rápida, quando vinham as contrações eu empurrava e loguinho já deu pra ver a cabeça cabeluda da bebezinha! De acordo com o Di foi um pouco assustador, pena que não deu pra tirar foto…rs Depois disso, praticamente num espirro, eu tinha um bebê chorando na minha barriga e olhando pra mim com cara de “onde estou???”. Não acredito que nenhuma outra emoção superará essa na minha vida, não existem palavras que descrevam, é como se vc estivesse num sonho e ele se materializasse magicamente ou talvez como se você fosse a protagonista de um filme incrível… Não entendia, não entendo e não entenderei a magia desde o começo até aqui, como se filmes da minha vida passassem loucamente em espiral pela minha cabeça. Com ela ali no meu peito, tão quentinha, me encarando com os olhinhos pretinhos e sérios, nada e tudo fez sentido. No calor do momento achei que ela se parecia comigo por conta da testa enrugada mas me enganei, ela nasceu a cópia do pai e a cada dia as semelhanças só aumentam. Hoje, ao completar-se 7 dias desde o nascimento da pequeninha, fico revivendo as cenas tentando guardar pra eternidade cada detalhe, ainda que nesse dia não nasceu somente a Isabel, mas nasceu também a mãe e pai da Isabel e juntos estamos redescobrindo o mundo.
Das cicatrizes de guerra que ganhei, somente umas varizes nas coxas e estrias na barriga, ainda estou me recuperando dos pontos da episiotomia, os bicos do peito estão calejando e o processo tem sido bem dolorido. As noites obviamente estão em fase de adaptação, ainda não sabemos como é o sono da pequenininha e as razões pela qual ela chora, eu sempre penso que são gases…rs Hoje fomos pela primeira vez no pediatra e ela disse que está tudo bem, tá ganhando peso bem e só precisa tomar um pouco de luz do sol diariamente pra sair o pouco do amarelo da pele.
Isabel nasceu com 49cm, 2,700kg às 16h13 do dia 9 de outubro de 2018 (dia da Comunidade Valenciana). As avós estão sendo fundamentais nesse momento, tanto psicologicamente quanto fisicamente, eu sinceramente não sei nem imaginar como estaríamos nos virando sem elas, a sorte na vida continua! =)
Bom, vou colocar umas fotinhas abaixo e parar por aqui porque sinto que me resta pouco tempo agora…rs
Bjo, tchau!

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Última foto semanal da barriga

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Ká e Lú IMG_20181001_165259__01
No aeroporto

IMG_20181001_213510Em ritmo de festa

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Alboraya

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Último passeio dentro da barriga

WhatsApp Image 2018-10-09 at 17.13.32
Epidural = vida

WhatsApp Image 2018-10-09 at 17.21.15Ao menos a testa é parecida com a da mamãe hahaha

paiPapai e sua miniatura menina e barbeada

dia seguinte
Primeira noite sem dormir, só alegria hahaha

vó por mãeVovózinha

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Vovózinha

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Bebê com código de barras

rindo
Simpatia

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Primeiras visitas

banho
Só o papai quem dá banho

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A vida nova e apertada